7 Razões Para Viver no Dubai

Quando há 6 meses atrás escrevi um artigo sobre procura de emprego no Dubai, nunca imaginei que se fosse tornar dos posts mais lidos de sempre. O facto de ainda hoje continuar a gerar 100 views por dia no meu blog só prova que a procura dos EAU como destino de emprego continua em alta.

Achei portanto justificado escrever um novo artigo sobre o tema, especialmente porque algumas pessoas interpretaram a minha introdução a alertar para as dificuldades no processo como uma visão negativa do Dubai.

Para contrariar essa interpretação, passo a resumir alguns pontos positivos sobre a vida na terra do edifício mais alto do mundo e de tantos outros records do Guiness.

1. Clima Quente

Sim, no Verão é um calor infernal e entre Junho e Agosto não se pode andar na rua mas nos outros 9 meses a temperatura é bastante agradável e dá para aproveitar as belíssimas praias praticamente durante todo o ano. Pessoalmente, aprecio o nosso Inverno em Portugal e tenho saudades da chuva mas a maioria das pessoas gosta do calor – e eu mesma admito que sabe bem ser Março e estar a escrever este texto à noite numa esplanada com 25ºC.

2. Menos Stress

Não que o mercado de trabalho aqui não seja competitivo, mas o ritmo é bastante… árabe. A pressão não é tanta, sai-se a horas, há mais tempo para se ser criativo e o trabalho está bem distribuído entre membros da equipa, por contraste ao que acontece em Portugal onde há menos emprego mas o mesmo volume de trabalho. Continue reading

Quando não ter experiência é um entrave

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Gosto sempre imenso de falar com profissionais de recursos humanos. Seja pelas histórias de horrores que me contam de processos de recrutamento, seja pelas histórias de pessoas que se destacam.

E ontem ouvi uma história daquelas boas que vale a pena partilhar. Aparentemente, ao entrevistar uma candidata promissora, a minha colega colocou uma questão para se certificar que a pessoa ia assumir um compromisso e que valia o investimento por parte da empresa. A pergunta era o que a candidata pretendia fazer com a sua própria empresa quando começasse a trabalhar a full time. Ou seja, como iria conseguir gerir os dois projectos e o que garantia que não ia largar o cargo em prol da empresa própria.

A resposta é das melhores que já ouvi – não só pela resposta em si mas pela postura.

A pessoa disse que seria injusto não ser considerada para o cargo por causa da empresa que tinha criado precisamente porque ninguém lhe dava emprego sem ter experiência na área.

Um exemplo de alguém que não conseguia emprego e não ficou sentada à espera que lhe dessem uma oportunidade de ganhar experiência. Pôs mãos à obra e hoje tem anos experiência, ganhos por ela mesma.

Escusado dizer que foi seleccionada.

Rute Silva Brito 

Mudar de emprego sem sair do emprego

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O feedback que recebi do meu post anterior foi surpreendente. Nunca pensei que numa amostra tão pequena quanto as pessoas que lêem o Licenciado. E Agora? existisse tanta gente a identificar-se com a situação que descrevi.

Uns já abraçaram a experiência libertadora de dar o salto. Outros reconheceram estar estagnados e estão a ganhar coragem para o fazer.

Isto fez-me pensar sobre duas coisas.

A primeira é a produtividade desperdiçada. Muitas das pessoas que se manifestaram são excelentes profissionais mas que, por estarem desmotivados, estão a produzir abaixo do seu potencial e capacidades. Tínhamos todos a ganhar se gestores, do topo à primeira linha, finalmente passassem a tratar os colaboradores como pessoas e não como recursos.

Se mais managers se apercebessem desta realidade de produtividade desperdiçada, havia mais empresas como a Zappos que tem como política pagar aos colaboradores para saírem da empresa. Se, depois de passar pelo processo de formação, um colaborador aceita 5 mil euros para sair da empresa, então também não tinha a motivação e empenho necessários para ser um profissional fora de série (naquela empresa). Os 5 mil euros de incentivo à saída não são um custo mas um investimento em produtividade.

A segunda coisa é que a probabilidade de estares na situação que descrevi – estagnado num ponto sem retorno – é muito pequena. Continue reading

2015. O ano em que te vais despedir?

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Ouvi alguém comentar que ninguém se deve despedir de um emprego sem já ter outro garantido. Parece um conselho lógico e sensato, mas não concordo.

Às vezes chega uma altura em que já cresceste acima do teu emprego.
Quando paraste de aprender e já não estás a desenvolver competências novas, quando já não existe nenhum desafio ou algo que te motive, quando a empresa faz um trabalho medíocre e abaixo do teu potencial, quando não há nenhuma possibilidade de evolução dentro da empresa…

Cada dia estagnado nesta empresa é mais um dia em que o teu valor no mercado de trabalho diminui. Continue reading

Mestrado é sinónimo de insegurança?

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Como mencionei neste texto, sou grande apologista de nos questionarmos a nós próprios constantemente. De procurarmos honestamente responder ao “porquê”.

Acho que ao fazer esse exercício, frequentemente nos apercebemos que as primeiras respostas que damos são um engodo, desculpas que arranjamos para não termos de refletir sobre as nossas verdadeiras motivações.

No outro dia vi um post no facebook que me fez pensar novamente neste tema e também num artigo que escrevi em Janeiro sobre mestrados. Uma pessoa “a fazer o último ano de licenciatura e que já estava a pensar no mestrado” foi procurar saber mais sobre dois mestrados diferentes num grupo da universidade. Ambos eram da mesma área que a licenciatura e a motivação da escolha era por ser “algo que queria mesmo”.

Fazer um mestrado para enriquecimento intelectual é perfeitamente válido e é uma decisão pessoal, mas então deixemos de fingir que é uma opção de carreira. Não conheço as circunstâncias da pessoa em causa mas deixou-me a pensar no que leva realmente uma boa parte dos finalistas a continuar os estudos.

Quer-me parecer que os motivos reais raramente são exteriores. Raramente são porque querem direcionar a carreira para uma área específica ou porque é difícil conseguir emprego com a licenciatura actual. Atrevo-me a especular que os verdadeiros motivos são internos.

Quando era finalista e ouvi um colega comentar abertamente que ia tirar um mestrado porque não se sentia preparado para entrar no mercado de trabalho, encarei como uma situação isolada de síndrome de Peter Pan (ele próprio admitiu).

Hoje penso que não é de todo um caso isolado. Não quer dizer que todos os alunos que optem por esse caminho tenham medo de crescer ou de assumir responsabilidades, mas há uma certa insegurança que pode estar na raiz da decisão. Continue reading

Faças o que fizeres, lê isto.

Visto que nos próximos tempos planeio escrever mais sobre empreendedorismo do que procura de emprego e carreira no sentido mais tradicional, deixo aqui uma lista de óptimos livros que considero de leitura obrigatória na área de gestão de carreira. Podem clickar nas imagens para aceder à respectiva página da amazon UK ou procurar na vossa Fnac local pela versão em português.

Sem nenhuma ordem especial, aqui ficam.Business-Model-You-CoverBusiness Model You por Tim Clark

Este livro utiliza o Business Model Canvas (usado por empreendedores para definirem o modelo de negócio das suas empresas) e aplica a mesma lógica à carreira individual. Está cheio de exemplos práticos de profissionais das mais variadas áreas que utilizaram este método, o que te ajuda bastante a colocares o teu percurso em perspectiva, analisares os teus pontos fortes e perceberes como te deves posicionar no mercado. Começas a olhar para ti não só como uma marca mas como uma empresa de uma pessoa, que deve operar com um modelo de negócio definido.

Acho que é particularmente útil em processos de transição ou quando te sentes estagnado e precisas de perceber como evoluir, dar o passo seguinte, ou reinventar-te. Está cheio de exercícios que podes fazer e que te ajudam neste processo de auto-descoberta.

“Dream jobs are more often created than found, so they’re rarely attainable through conventional searches. Creating one requires strong self-knowledge” – in Business Model You Continue reading

Screw it. Just do it.

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Até aqui tenho escrito sobretudo sobre como conseguir emprego ou gestão de carreira e sinto que está na hora de mudar o focus para uma forma de carreira cada vez mais importante: criar o teu próprio emprego.

Este é o primeiro texto de uma série de reflexões sobre freelancing e empreendedorismo.

Já alguma vez pensaste “tudo o que fiz, tudo o que passei até aqui trouxe-me a este momento”?

Hoje, estou nesse momento. Continue reading

Procurar Emprego no Dubai – Parte 2

Burj-Al-Arab-City-571x322Nesta segunda parte vais encontrar conselhos e links úteis para procurar emprego, incluindo aquelas coisas que nunca te dizem e que certamente não verás em sites “oficiais”.

Convém reforçar que este post, assim como todo o blog no geral, é mais virado para o mercado empresarial e não para profissões técnicas ou altamente especializadas…

Job Hunting no Dubai pode ser um processo longo e bastante frustrante.

Não é de todo incomum que mesmo estando cá se demore mais de 6 meses a encontrar trabalho. O recrutamento é muito lento, especialmente se for para recrutar alguém do exterior. E mesmo depois de selecionado o candidato, há imensas burocracias por cumprir antes de teres um visto de trabalho no passaporte.

Quanto mais consciente estiveres das especificidades deste mercado, maiores são as tuas hipóteses de sucesso e não desanimas tão facilmente quando parece que nada acontece.

Aqui ficam os passos que considero essenciais. Continue reading

Procurar emprego no Dubai – Parte 1

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Desde que vivo nos Emirados Árabes Unidos que uma das perguntas que me fazem mais vezes é como procurar emprego Dubai, como fazer um CV para este mercado ou uma outra variação destas duas questões.

Não tinha noção da quantidade de portugueses que querem trabalhar no Dubai, são mesmo muitos. Por isso aqui fica o meu contributo, uma espécie de guia cimentado na minha própria experiência, bem como de amigos que aqui vivem.

Nesta primeira parte vou focar-me em 3 questões que penso toda a gente deveria ponderar antes contemplar a mudança. Continue reading