Como ser bem sucedido a fazer o que gostas

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Duvido que alguém tenha paciência para ler isto no dia a seguir à derrota da selecção, mas pronto, the show must go on.

E se vos servir de consolo, ao menos não viram o jogo num “estádio” cheio de alemães.

Nos 6 meses de vida do Licenciado e Agora, o post que atraiu mais leitores para o blog foi o 5 Erros Comuns a Evitar no CV. Eu continuo a achar que é pela foto do bebé (tenho que experimentar com gatinhos), mas a verdade é que tem mais do dobro das views que o segundo post mais lido.

O tema de como elaborar um currículo é incontornável quando se escreve sobre o carreira – todos nós passamos por isso – e ainda mais quando se escreve para pessoas entre os 18 e os 30 anos.

Fico contente que haja interesse nesta área especialmente porque é determinante na procura de emprego. No entanto, o que é ainda mais determinante e me deixaria muito mais feliz, seria ver a minha geração a adoptar uma abordagem completamente diferente ao mundo trabalho em si.

Ver a minha geração despertar para o facto de que a estabilidade como objectivo e métrica de sucesso na carreira é uma ilusão que nos venderam.

Num post anterior falei um pouco da missão a que me propus: incentivar a minha geração a desafiar o status quo e a recuperar o controlo do seu futuro.

Fazer um bom CV ou conseguir uma proposta de trabalho no final da entrevista de emprego são coisas triviais. Mudar a nossa mentalidade para contrariar aquilo que fomos levados a acreditar até aqui é muito mais difícil, mas é necessário e é por isso que escrevo.

A noção de carreira tal qual nos foi dada a conhecer está obsoleta. O conceito estanque de profissão está morto.

Nem é preciso falar dos cursos superiores como garantia de emprego, certo?

O caminho aparentemente fácil e óbvio é também o mais percorrido. E por isso mesmo é aquele que está mais sujeito a circunstâncias externas: a crise, o patrão, o mercado que não é suficientemente desenvolvido, os bancos que não financiam a ideia, a empresa que não promove por mérito…

O caminho menos percorrido é assustador porque parece arriscado mas no fundo há muito mais controlo porque não está tão dependente de factores externos. E as recompensas são maiores.

Percorrer um caminho menos trilhado, na realidade é mais fácil. O problema é que as dificuldades são internas: o medo, insegurança, a preguiça, a procrastinação, a falta de resiliência… E isso elimina as desculpas que arranjamos para nós próprios.

Eu sei porque sou a campeã das desculpas.

Nunca houve outro momento na história em que fosse tão fácil ser bem sucedido.  E ao mesmo tempo, tão difícil.

Acredito que a minha geração tem ao seu dispor tudo o que precisa para ser bem sucedida, independentemente da sua área curricular. Temos acesso a todo o tipo de ferramentas e não precisamos de estar nos quadros de uma empresa para criar algo ou fazer dinheiro.

O problema é que estamos todos a competir em baixo. A competir por aquele estágio do IEFP que só paga 900 euros mas que ao menos garante emprego durante 12 meses. Não interessa que tenhamos que trabalhar 12 ou 14 horas por dia para chegar ao fim e não ficarmos na empresa ou termos de aceitar um contrato de 6 meses por 600 euros.

Ao menos temos emprego e fazemos currículo, certo?

Ao menos…

“Ao menos” não é suficientemente bom para mim.

No mundo da estratégia empresarial, diz-se que competir por preço é uma guerra perdida, mesmo que se ganhe. Na estratégia de carreira devemos aplicar o mesmo princípio. Competir em baixo é uma guerra perdida e o preço são anos de vida.

No outro dia ouvi dizer que é mais fácil ter um objectivo elevado e difícil de alcançar porque há menos concorrência no topo. E é verdade. A maioria das pessoas não ousa competir aí.

Mais sobre isso aqui.

Qual é o teu objectivo?

Rute Silva Brito
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