2015. O ano em que te vais despedir?

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Ouvi alguém comentar que ninguém se deve despedir de um emprego sem já ter outro garantido. Parece um conselho lógico e sensato, mas não concordo.

Às vezes chega uma altura em que já cresceste acima do teu emprego.
Quando paraste de aprender e já não estás a desenvolver competências novas, quando já não existe nenhum desafio ou algo que te motive, quando a empresa faz um trabalho medíocre e abaixo do teu potencial, quando não há nenhuma possibilidade de evolução dentro da empresa…

Cada dia estagnado nesta empresa é mais um dia em que o teu valor no mercado de trabalho diminui.

Há pessoas que há anos que se queixam do emprego. Todos os dias.

Porque não mudam? Porque estão à espera.

À espera que alguém os encontre magicamente no LinkedIn. À espera que a economia recupere. À espera que a empresa mude por milagre. À espera que alguém responda aos três CVs que enviaram nos últimos 5 meses. Ou às dezenas de CVs que enviam de forma automática cada vez que vêem um anúncio.

Reconhecer que está na altura de abandonar o barco e decidir fazê-lo é a única forma. Quando não há urgência, o conforto fala mais alto.

O processo funciona ao contrário. Estabelece um prazo: “em Junho vou-me embora”.

Tens 5 meses para encontrar um emprego melhor.

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2015. O ano em que te vais despedir?

8 thoughts on “2015. O ano em que te vais despedir?

  1. Jose Almeida says:

    Nao poderia estar mais de acordo. Revejo me em todos os pontos pois tomei semelhante decisao nao faz muito tempo pelos mesmos motivos. Farto de ouvir “mais vale um passage na mao…” ” ha muita gente que nem um emprego tem” e ” os outros paises estao pior que aqui” e um infindavel role de justificativos para a falta de coragem e comodismo, decidi despedir me do meu emprego “permanente” vender o carro, pegar mas poupancas e partir para um cidade onde nao conhecia ninguem mas que sabia haver melhores oportunidades. Passados 6 posso dizer que estava certo. Grande parte foi motivado pelos excelentes artigos da Rute.
    Ps: keyword in English. Descupem a falta de acentos.

    1. Olá José,
      Este comentário fez o meu dia, muito obrigada!
      Rejeito completamente qualquer mérito mas fico mesmo muito muito feliz pela coragem e passo dado 🙂 Parabéns! Que continue tudo a correr pelo melhor este ano, com mais desafios e aventuras profissionais.

      Bem haja,
      Rute

  2. André Correia says:

    Olá Rute, acompanho o teu blog desde que o descobri no iCote e posso-te dizer que é dos poucos que me consegue transmitir alguma coisa de útil. Tenho andado para te dizer algo, nem que seja felicitar-te pelo sucesso que criaste, pela determinação ou apenas e só, pelas palavras que vais escrevendo.

    Este tópico foi\ é a gota de água para deixar aqui mesmo, esse testemunho. Revejo-me parcialmente no que escreves, sinto que estagnei, cada dia que passa é mais do mesmo do dia anterior, sem progressão nem motivação. O medo e a relutância em sair sem saber para onde ir é mais forte do que a coragem, é péssimo dizer isto, mas é a minha verdade. Procuro uma oportunidade, sem abrir mão do que tenho actualmente, que é, como bem dizes, o que tantos tentam e muitos fracassam.

    No entanto, sinto que o este “conforto” me está a deixar mais desconfortável. Ainda que as tuas palavras sirvam de catalisador para essa mudança, falta dar o passo.

    Obrigado, não só pelo que escreveste agora, mas por transmitires a tua perspectiva, o teu conhecimento.

    1. Olá André,

      Antes de mais obrigada pelas tuas palavras 🙂

      É difícil dar esse passo – também já lá estive e sei bem como é difícil ultrapassar o receio da incerteza.

      E, claro, nem sempre é o passo certo. Cada um sabe o seu caminho e cada um tem o seu tempo. Terminei agora mesmo um texto no seguimento deste, espero que também te deixe algo para pensar.

      Good luck!

  3. Olá Rute!
    Descobri o seu blog quando pesquisei sobre despedir do emprego. É verdade que também já ouvi muita gente dizer “mas é um emprego seguro”, “é melhor este do que nenhum” e coisas do género… ao que eu respondia: “mas eu não gosto”. E ponto final. Ao fim de cinco anos despedi-me e sinto que foram cinco anos da minha vida profissional completamente desperdiçados. Despedi-me sem ter outro emprego e emigrei. Loucura? Muita gente pode achar que sim. A verdade é que tanto família como amigos sabiam da minha situação e apoiaram-me. Passado duas semanas de me ter despedido vim para Londres. Agora, dois meses depois posso dizer que me sinto adaptada e muito tranquila. E, melhor de tudo, começo a trabalhar segunda feira na área que realmente quero 🙂

    1. Muito bom!
      Obrigada por partilhares a experiência – é sempre motivante para quem ainda tem receio de dar um passo em frente sem rede de segurança.
      Parabéns pela coragem e pelo novo emprego, espero que seja uma nova etapa de crescimento pessoal.

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