Novidades do Licenciado. E Agora?

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Passaram-se meses desde o meu último post e tenho-me debatido com a decisão entre deixar morrer de vez o Licenciado. E Agora? ou voltar a escrever ainda que com uma frequência (muito) incerta.

Até ver optei pela última, por isso deixo aqui um update do que se tem passado nestes últimos meses de hiato no blog.

Em Maio do ano passado ganhei a diversity visa lottery. Após um processo de entrevista e um longo ano de espera, deram-me um green card que me permite residir legalmente nos Estados Unidos por tempo indeterminado.

Sem pensar duas vezes, comecei a trabalhar num projecto que tinha na gaveta há algum tempo, despedi-me do meu emprego, vendi outra vez tudo o que tinha, fiz as malas, passei dois meses em Portugal com a família e comprei um bilhete só de ida para JFK.

Precisamente quando eu e o meu marido estávamos a ficar confortáveis no Dubai, resolvemos começar do zero em Nova Iorque. Ele está em entrevistas de emprego e eu co-fundei uma startup.

Viemos sem garantias absolutamente nenhumas – apenas com a certeza de que o nosso propósito passa por aqui e que o pior que pode acontecer é termos de voltar para Portugal (com menos dinheiro mas com uma grande experiência na bagagem).

Partilho isto não para me vangloriar mas porque acredito que o maior inimigo do progresso é o conforto. O maior obstáculo que temos no caminho dos nossos sonhos não são as nossas limitações pessoais mas sim aquele aconchego que nos impede de arriscar. No conforto só existe mediocridade.

E é isto que se tem passado nos últimos meses, este processo de transição e o facto de ter estado a trabalhar a full time e numa startup ao mesmo tempo explicam que o blog tenha ficado um pouco para segundo plano. O que não significa que não tenha o mesmo carinho pelas pessoas que o lêem e que continuam a enviar emails.

Foi com essas pessoas em mente, e porque me tem sido impossível responder a todos, que resolvi criar uma página de FAQ onde podem encontrar mais informação e resposta às questões que recebo com maior frequência.

Para quem percebe inglês, podem-me seguir no LinkedIn onde publico alguns textos.

Visita o novo blog em licenciadoeagora.com
Novidades do Licenciado. E Agora?

A Vida é mais do que um Ofício

Escrevo frequentemente sobre fazer coisas diferentes, fora da nossa zona de conforto. Sobre não seguirmos um caminho tradicional e sermos persistentes naquilo em que acreditamos.

Para mim é fácil escrever sobre estes temas porque não segui uma carreira tradicional mas sobretudo porque vivo rodeada de exemplos de pessoas que desafiam o status quo.

Uma dessas pessoas é o Miguel.

Conheci o Miguel como Espanhol (nome artístico) há quase 10 anos atrás num festival de Hip Hop que organizei e desde aí que tenho acompanhado o percurso dele. O Miguel é um artista independente que nunca se conformou com as limitações impostas pela dimensão do mercado português.

Não conseguindo viver da música (ainda), tirou uma licenciatura em marketing e não teve receio de partir rumo ao Dubai para trabalhar na Emirates. Uma vez aqui, podia ter ficado acomodado no sector da aviação, com todos os perks que isso traz (viajar pelo mundo, anyone?), mas a humildade com que se entrega a novos desafios (mesmo que triviais) não passou despercebida. Em pouco tempo chamou a atenção do CEO de uma grande empresa no Médio Oriente, para a qual trabalha actualmente.

Com uma oportunidade destas, seria muito fácil abandonar o sonho em prol de um plano B mais estável em todos os sentidos. Mas o espírito empreendedor que levou um artista relativamente desconhecido a actuar no SXSW falou mais alto e o Miguel continua a fazer música.

Este tema com o Lyan (outro pessoa que admiro), encaixa-se perfeitamente no tema do Licenciado. E Agora? pelo que partilho aqui convosco o respectivo video e letra.

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A Vida é mais do que um Ofício

Taking Risks and Dancing with Fear

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Conventional wisdom tells us that decision making should be based on rational thinking, but we’re also advised to listen to our gut feeling.

While I’ve always had good instincts and my gut has yet to disappoint me, there’s another kind of not-so-rational feeling that is much harder to keep in check. I’ve noticed that people sometimes justify fear-based decisions with excuses like “I just wasn’t feeling it” or “my gut is telling me not to do this”

Your gut is a good instinct and you should trust it. But fear is an entirely different beast. The ability to tell those two apart is critical, and it is something that I’ve been trying to master over the years.

All sorts of fears keep people back. Fear of public speaking, fear of failing, fear of not being good enough, of being laughed at, of being disappointed or embarrassed, just to name a few.

Great business leaders like Sheryl Sandberg or Ed Catmull have publicly admitted to sometimes feeling like a fraud, which proves that even the most confident and successful people have their own insecurities. To say we fear nothing is to lie to ourselves and, worse, to rob us of a great opportunity.

Some people talk about overcoming our fears, implying the ultimate goal is to avoid being afraid. That is the worst thing we can do: avoiding fear means we are getting comfortable… Read more

Taking Risks and Dancing with Fear

8 Coisas que Aprendi sobre Trabalhar para CEOs

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Na minha carreira até aqui, tenho trabalhado quase sempre ou para mim própria, ou para um CEO. Já trabalhei para o CEO de uma multinacional, para o CEO e co-founder de uma empresa de média dimensão, e fui o número 2 do CEO de uma startup.

Apesar de todos nós no mundo empresarial termos um chefe, reportar directamente a um CEO é uma experiência completamente diferente de reportar a um middle manager ou mesmo outro executivo de topo.

Sim, os CEOs são pessoas como todos nós, com personalidades e estilos de liderança diferentes mas por norma têm algumas características em comum como, por exemplo, serem grandes visionários, terem uma agenda completamente cheia ou serem excelentes a avaliar pessoas.

Tudo isto faz com que reportar a um CEO seja uma grande experiência de aprendizagem, pelo que partilho aqui algumas das coisas mais importantes que tenho aprendido nos últimos anos.

1. Respeita o tempo do teu CEO

Ainda me lembro do silêncio awkward durante a minha primeira reunião com o CEO de uma multinacional. Só o tinha visto duas vezes no processo de entrevista e tinha sido contratada para montar um departamento novo, pelo que não fazia ideia do que era suposto fazer. Sentei-me, à espera que ele começasse a falar e ele continuou a olhar para mim, em silêncio, até que decidi improvisar e comecei a fazer perguntas. Continue reading “8 Coisas que Aprendi sobre Trabalhar para CEOs”

8 Coisas que Aprendi sobre Trabalhar para CEOs

8 Things I’ve Learned About Working for CEOs

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For most of my career, I have either worked for myself or for a CEO. I have worked for the CEO of a big multinational, a medium-sized company co-founder & CEO, and I’ve been a startup CEO’s number two.

While everyone in the business world has a boss, reporting directly to a CEO is a completely different experience than reporting to a middle manager or even other C-Suite executives.

Yes, CEOs are people like everyone else with different personalities and leadership styles but they do tend to share a few traits like being great visionaries, having insanely busy schedules and being really good at reading people, just to name a few.

All this makes for a great learning experience and I thought I’d share some of the hard lessons I’ve learned so far.

1. Respect his time

I still remember the awkward silence during my first meeting with a big company CEO. I had only met him twice during the interview process and I was hired to start a new department so I was pretty much clueless about the whole process. I sat down waiting for him to start the conversation and he just silently stared at me, until I decided to wing it and started asking questions.

Coming from a startup, I was used to discussing everything with my CEO all the time but I quickly realized that he was never going to set a meeting agenda. It was MY job to run the show on those weekly meetings and make the most out of the short face time we had.

The same goes for email. Ever complained about how unmanageable your email gets? Just imagine a CEO’s inbox. Write the shortest emails you can and don’t always expect a reply. Most of the times all I got back was a single word: OK.

2. Never go to a CEO with a problem

Instead, go with a solution. Unless shit is about to hit the fan, chances are the problem you’re facing is not really a problem so you need to figure a way out before going to your CEO.

This is a great way to keep him informed and to have him approve YOUR way of doing things. If you need guidance, come up with alternative solutions and ask his opinion, but as a rule you should not expect the CEO to give you the answer to an open-ended question.

3. Don’t be afraid to disagree with your CEO

CEOs are extremely smart people, but they also value honesty and are usually pretty open to being challenged. If you are certain of something, stand your ground and be persistent but you better have data to back it up or they will rip you apart. Read More…

8 Things I’ve Learned About Working for CEOs

Ler e Avançar na Carreira: 5 Razões Para Leres Mais

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Há quem diga que se sente nua se sair de casa sem brincos. Ou sem telemóvel. Eu sinto-me despida quando saio de casa sem um livro.

Apesar de gostar imenso de ler, não venho escrever sobre a leitura enquanto hobby, forma de entretenimento ou cultura, mas sim como uma ferramenta de desenvolvimento pessoal.

Ouço pessoas comentarem que “não gostam de ler” demasiadas vezes e, embora compreenda que é uma questão pessoal, acredito que estão a fechar a porta a imensas oportunidades de carreira no mundo empresarial (e não só).

Sei que não é coincidência o facto dos meus piores anos profissionais terem sido aqueles em que trabalhava tanto que não tinha tempo para ler. Deixo aqui 5 argumentos a favor da leitura como um dos hábitos mais essenciais para a vida.

1. O Mercado Exige Aprendizagem Constante

Costumo dizer que a nossa aprendizagem enquanto profissionais começa verdadeiramente no dia em que saímos da faculdade. Ao ritmo a que o mercado evolui, estar constantemente a aprender coisas novas é uma necessidade absoluta para não sermos ultrapassados.

Não nos podemos dar ao luxo de esperar até à próxima formação paga pela empresa, temos de ser proactivos. E ler (blogs, artigos, revistas, jornais, livros, etc) é uma das melhores formas de o fazer. Continue reading “Ler e Avançar na Carreira: 5 Razões Para Leres Mais”

Ler e Avançar na Carreira: 5 Razões Para Leres Mais